Falando Agora
Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filme. Mostrar todas as postagens

Afinal, o que é o Audiovisual?



Produções Audiovisuais.

Produtos audiovisuais.

Audiovisuais.

Áudio e visual.

Áudio.

Visual.

Áudio, o que é audível.

Visual, o que é visível.

Audiovisual, o que é audível e visível.

Audiovisual, sons e imagens.

O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa é pragmático ao dizer na página 343 que a definição de Audiovisual é “qualquer comunicação, mensagem, recurso, material etc. que se destina a ou visa estimular os sentidos da audição e da visão simultaneamente”. Ou seja, é o conjunto de todas as tecnologias, formas de comunicação e produtos constituídos de sons e imagens com impressão de movimento sem a necessidade de transmitir alguma mensagem e/ou informação — abrangendo, portanto, o cinema ficcional ou documental, a televisão aberta ou fechada e todos os seus gêneros, incluindo suas programações, o vídeo analógico ou digital, de alta ou baixa definição, o cinema experimental como um todo, a animação tradicional ou computadorizada e também formatos mais ou menos autônomos como o comercial de publicidade, o videoclipe, videogames, as transmissões por streaming como a Netflix e Hulu, os vídeos feitos para exibição na internet, em plataformas como YouTube ou Vimeo por exemplo, ou mesmo em telefones móveis, etc. Se eu pegar meu celular e filmar uma parede da minha casa por uns dois minutos sem nenhum movimento de câmera, interação ou fala estarei produzindo audiovisual.

Certamente somos em essência seres audiovisuais, afinal interagimos a estímulos sonoros e visuais. Logo posso afirmar que somos produções audiovisuais naturais. Concorda? Discorda? Qual sua opinião sobre toda essa minha pseudofilosofia e o que você pensa do assunto? Deixa aí nos comentários.

Capitão América: Guerra Civil (2016)

Passado mais de uma semana desde a sua estreia e tendo eu a possibilidade de assistir o filme mais de uma vez, me sinto mais a vontade para realizar esta crítica. Eis que Capitão América: Guerra Civil, o décimo-terceiro filme da Marvel Studios e de seu Universo Cinematográfico, é empolgante, divertido e tudo o mais que se espera de um filme da Casa das Ideias. Livremente inspirado na saga Guerra Civil, o filme é tanto uma continuação de Vingadores:Era de Ultron como de Capitão América: O Soldado Invernal e me atrevo a dizer que também poderia ser facilmente o Homem de Ferro 4, visto a importância e o desempenho de Robert Downey Jr e seu Tony Stark na trama deste.

 A história é bem simples, após uma missão dos Vingadores na Nigéria onde ocorrem várias baixas civis os governos do mundo, através da ONU, decidem que a super-equipe liderada por Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) precisa ser regulamentada por uma série de normas, os Acordos de Sokovia, e que caso não aceitem a imposição sofreram as consequências cabíveis. O Capitão se posiciona contra enquanto que Tony Stark/Homem de Ferro se posiciona a favor por se sentir culpado pelas vidas que não pôde salvar. Não bastasse o tratado dividir os Vingadores, o passado de Steve volta para atormenta-lo mais uma vez quando Bucky Barnes/Soldado Invernal passa a ser caçado por conta de um ataque terrorista. Em terceiro plano e não menos importante por isso o Coronel (?!) Helmut Zemo (Daniel Brühl) está decidido a obter uma importante informação para executar um plano que pode destruir de uma vez os Heróis Mais Poderosos da Terra.

Muita coisa acontece ao longo do filme, mas os irmãos Joe e Anthony Russo conseguem manter tudo bem amarrado e equilibrado. Os Irmãos Russo, que já haviam dirigido o filme anterior do Sentinela da Liberdade, se provam um grande achado da Marvel. Eles sabem dosar bem as cenas ação, humor e drama. As piadas são bastante fluídas e todas funcionam. Apesar de serem os alívios do filme, não tiram o peso das cenas. A ação não decepciona e alterna boas sequências em planos fechados e abertos, sempre respeitando a geografia da cena. Vide por exemplo à sequência na escadaria ou mesmo a do aeroporto. As cenas de luta são extremamente bem coreografadas e funcionam narrativamente e não apenas como distração. Se alguém tinha dúvida sobre o Pantera Negra, ela não existe mais. O personagem protagoniza algumas das melhores lutas do filme. O mais incrível foi ver que apesar de ter tantos personagens em tela existe uma boa harmonia em relação a suas participações e motivações. Os poderes e habilidades de todos são muito bem utilizados. Há uma cena envolvendo o Homem-Formiga, o Homem-Aranha e uma referência a O Império Contra-Ataca que me fez dar um sorriso de orelha a orelha tamanha a satisfação. O roteiro justifica não apenas as ações, mas as consequências. Apresenta personagens novos de forma dinâmica e não perde tempo revisitando informações já disponibilizadas em outros filmes. Com isso o filme ficou dinâmico e apesar da duração o tempo não é sentido, jamais sendo cansativo ou monótono. O roteiro acerta ainda em não tomar partido na “guerra” de modo que você enxerga os pontos positivos e negativos em ambos os lados. Não existe lado certo e errado, é tudo uma questão de ponto de vista. A sensação que fica é que Vingadores: Guerra Infinita estará realmente em boas mãos. Apesar disso, nem tudo é perfeito e o filme tem alguns efeitos que podiam ser melhor finalizados. Algumas decisões de roteiro são questionáveis, nada que te tire do filme, mas se for parar pra pensar se percebe que se fosse de outro modo teriam ficado mais críveis. Não entrarei aqui em detalhes, pois teria de dar uns bons spoilers do filme. O 3D aqui é totalmente desnecessário e mais uma vez serve apenas para encarecer o preço ingresso e tornar as cenas mais escuras, apesar de a fotografia não ser tão afetada por ele.

O elenco está bem a vontade em seus papéis. Todos tem algum destaque que fazem suas participações serem bem-vindas a produção. Chris Evans, que nunca foi um ator excelente, está perfeito como Steve Rogers. O ator realmente abraçou o personagem e está com uma performance mais madura. Ele realmente convence como Capitão América. Mas se tem alguém que convence é Downey Jr. Ele prova neste filme que é ainda um bom ator e sua atuação é a melhor que ele já fez vivendo o personagem. Ele transmite toda a dor, o peso e a angústia que vestir a armadura lhe trouxe. Chadwick Boseman e Tom Holland, que debutam como T’Challa/Pantera Negra e Peter Parker/Homem-Aranha, foram corretamente escalados e convencem como seus respectivos personagens nos deixando com vontade de ver mais deles. O Zemo de Brühl é um bom vilão e suas motivações são bem justificadas. Sua atuação é excelente e teria tudo para ser um vilão inesquecível, não fosse o nome que carrega. Melhor seria se o personagem, tal qual o agente Phil Coulson (Clark Greg), tivesse sido criado exclusivamente para o filme. A descaracterização do personagem talvez seja justificada no futuro, afinal uma frase do personagem me faz acreditar que seu objetivo final é ainda maior e que talvez o personagem venha a ter um maior destaque em outras produções. Mas como um filme tem de se justificar por si e não por possíveis coisas que talvez possam vir a acontecer numa provável continuação em um futuro hipotético já o fez não ser o suficiente, tirando em parte o peso que poderia ter sido alcançado. O já tradicional cameo de Stan Lee é o que se espera, rápido e engraçadinho.


O filme é bem amarrado e possui em seu arco um começo, meio e fim satisfatório. Sim, há um cliffhanger para produções futuras e mais duas cenas pós-créditos que empolgam, sobretudo a primeira. Apesar de ser um filme muito bom, não é o melhor da Marvel. É superior a Vingadores: Era de Ultron, mas perde em qualidade para Capitão América: O Soldado Invernal (que mantém o título de ser o melhor da Marvel Studios) e ao primeiro Vingadores e talvez até mesmo ao primeiro Homem de Ferro (mas isso eu ainda não decidi). O que posso afirmar é que a Fase 3 começou com o pé direito e que chegue logo novembro que eu quero ver o Doutor Estranho.



Liberado o primeiro trailer de Doutor Estranho!


Há muito que eu aguardava novidades referentes a produção de Doutor Estranho, As fotos e artes conceituais divulgadas me deixaram tão instigado a ver o filme que se tornou logo um dos mais aguardados por mim, mais até do que Rogue One: Uma História Star Wars. Esta semana além de dois posters lindos a Marvel nos brindou com o primeiro trailer do longa, que foca mais na origem do personagem e não entrega a trama.



Parece que a Casa das Ideias finalmente ta aprendendo a fazer trailer. E toda a psicodelia e surrealismo mostrados parece algo saído da fusão de Salvador Dali e Pink Floyd. Será que finalmente um filme da Marvel Studios vai compensar de verdade o ingresso mais caro do 3D? Exagero meu? Talvez. Mas não espero menos deste filme.


Para quem não conhece o personagem, Stephen Strange é um personagem criado nos quadrinhos em 1963 pela dupla Stan Lee e Steve Dikto. Strange era um neurocirurgião arrogante que fica impossibilitado de exercer sua função após machucar asmãos em acidente de carro. Buscando uma cura para suas mãos, vai ao Himalaia a procura do Ancião. Não encontrando uma cura, e sim uma ordem de artes místicas que o ensina a canalizar e manipular, com artes marciais e magia, todo tipo de energia que nos cerca, o Doutor Estranho se torna o Mago Supremo do Universo Marvel.

O filme tem no elenco Benedict Cumberbatch (que deve em breve gravar a quarta temporada de Sherlock), Rachel McAdams, Chiwetel Ejiofor, Benedict Wong, Michael Stuhlbarg, Mads Mikkelsen (saudades, Hannibal), Scott Adkins, Amy Landecker e Tilda Swinton. Com roteiro de Jon Spaiths (que não cumprius em Prometheus) e direção de Scott Derrickson (de O Exorcismo de Emily Rose), o novo longa da Marvel Studios chega aos cinemas brasileiros no dia 03 de novembro. Nos Estados Unidos a estreia ocorre um dia depois, em 04 de novembro. Com potencial para ser o melhor filme de super-herói do ano (em uma disputa aparentemente acirrada com Esquadrão Suicida) só me resta um dúvida: como será a participação de Stan Lee?

Pacific Rim 2 não terá direção de Guillermo del Toro!


No ano de 2013 eu fui surpreendido de forma bastante positiva no cinema quando fui assistir a Pacific Rim (uso aqui o nome original do longa, que no Brasil se chama Círculo de Fogo, devido a existência de um outro filme com o mesmo). Quando fui assistir eu pensei "deve ser só um tokusatsu americanizado e genérico com efeitos visuais bonitos". O filme até pode ser um tokusatsu americanizado e genérico com efeitos visuais bonitos mas é também um dos melhores se não o melhor blockbuster daquele ano. Toda a nostalgia que o filme de robôs gigantes contra monstros gigantes trouxe, além das excelentes cenas de ação, a excelente trilha de Ramin Djawadi e Tom Morello, a história com um ritmo bem ágil e frases de efeito como a para mim já icônica frase do Marechal Pentecost de Idris Elba "today, we are cancelling the apocalypse". O filme é perfeito? Não. Ele cumpre bem o seu papel de divertir? Com certeza. Guillermo del Toro não decepcionou! Aliás, quando foi que ele decepcionou? Eu não me lembro. Me apaixonei pelo filme e até hoje quero um Gipsy Danger. Pra mim é o melhor filme de monstro gigante desde Cloverfield. Pena que Godzilla não conseguiu chegar no mesmo nível. Apesar disso o filme não fez tanto sucesso nos EUA e apenas devido ao seu bom desempenho internacionalmente que conseguiu se pagar. Apesar disso foi confirmada a continuação, o que me deixou feliz. O problema é que del Toro é daqueles que tem mil projetos ao mesmo tempo e, da mesma forma que ele teve de abrir mão da direção de filmes como a trilogia O Hobbit e Liga da Justiça Sombria, desta vez ele teve de passar o seu bebê adiante. Sim, del Toro não será o diretor da sequência e deve permanecer apenas como produtor.

Felizmente a direção vai ficar por conta de alguém competente e em cujo trabalho eu confio, Steven S. DeKnight. A confirmação foi feita pelo próprio del Toro em seu Twitter. DeKnight é conhecido por seu trabalho nas séries Buffy, Angel, Smallville (nem tudo é perfeito), Spartacus e Demolidor, sendo que esta última foi ele também quem dirigiu o primeiro episódio. O cara sabe trabalhar e acho que vai mandar bem, apesar que eu queria mesmo era o Guillermo dirigindo. 
  
Na história de Pacific Rim, quando legiões de criaturas monstruosas, conhecidas como Kaijus, surgem dos mares, uma guerra que tomará milhões de vidas irá consumir os recursos da humanidade por anos até seu fim. Para combater o gigante Kaiju, um tipo especial de armamento foi desenvolvido: centenas de robôs, chamados Jaegers, que são controlados simultaneamente por dois pilotos cujas mentes estão ligadas por uma ponte neural. Mas mesmo os Jaegers estão se mostrando indefesos contras os incansáveis Kaijus. À beira da derrota, as forças em defesa da humanidade não têm outra escolha a não ser se voltar a dois improváveis heróis -- um isolado ex-piloto e outro novato não formado -- que formam a equipe que pilotará um lendário mas obsoleto Jaeger do passado. Juntos, eles são a última esperança da humanidade ante o apocalipse iminente.

Além do já citado Idris Elba o filme original ainda tinha no elenco Charlie Hunnam, Rinko Kikuchi, Charlie Day, Burn Gorman, Clifton Collins Jr e Ron Pearlman. Pacific Rim teve um custo de US$ 190 milhões e arrecadou em bilheteria um total de US$ 411 milhões. Apesar da confirmação da continuação e da produção do longa, Pacific Rim 2 ainda não possui agendada uma data de estréia ou um cronograma. Só nos resta aguardar e torcer por um bom resultado.



Novidades sobre Star Wars! Bilheteria, spin-offs e o mais que aguardado Episódio VIII


Star Wars VII: O Despertar da Força, filme comandado por J.J. Abrams, ultrapassou recentemente a marca de 2 bilhões de dólares mundialmente em bilheteria, se tornando o terceiro filme a conseguir tais números. Os anteriores foram Titanic e Avatar, ambos de James Cameron. Não bastasse isso, o sétimo episódio da space opera mais amada do mundo ainda chegou a posição batendo o recorde de ser o filme a mais rápido atingir tal bilheteria. Segundo o Box Office Mojo, no fim de semana em que atingiu a marca histórica o filme acumulava um total de US$ 905,9 milhões de dólares só na América do Norte e US$ 1,102 bilhão no resto do mundo, somando assim US$ 2,008 bilhão de dólares. Os valores arrecadados atualmente são ainda maiores. US$ 908 milhões nos Estados Unidos e US$ 1,104 bilhão no resto do mundo, somando o total de US$ 2,012 bilhões em bilheteria. Será que O Despertar da Força supera os US$ 2,186 de Titanic? Estou na torcida para que sim. O lançamento do filme em Blu-ray, segundo a Amazon, será no próximo dia 05 de abril.

Enquanto aguardamos, Bob Iger, o CEO da Disney, afirmou que as filmagens do oitavo episódio já começaram!

Não há melhor maneira de impulsionar esta franquia para o futuro do que produzir produtos de qualidade”, disse o executivo. “As filmagens de ‘Star Wars: Episódio VIII’, o próximo capítulo da saga lendária, acabaram de começar e estará nos cinemas em dezembro de 2017.” Além disso, Iger confirmou o início da produção do último filme da nova trilogia: “E a produção do Episódio IX, programado para 2019, também começou”, concluiu.

Recentemente, o lançamento do filme foi adiado de maio para dezembro de 2017, mesma data de estreia do longa anterior numa suposta estratégia da Lucasfilm para aumentar a chance de recordes e evitar a concorrência com outros blockbusters já tradicionais do verão norte-americano.

Star Wars VIII terá direção de Rian Johnson, responsável pelo competente Looper – Assassinos do Futuro. Já o nono filme da saga, que vai fechar esta nova trilogia está programado para estrear 2019 e terá o comando de Collin Treverrow, de Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros.

Não satisfeito, Bob Iger ainda confirmou a previsão de lançamento para o filme solo do Han Solo. Ele comentou:

[Rogue One: A Star Wars Story] é o primeiro de uma série de filmes que contarão as histórias de personagens. E já estamos em pré-produção para o próximo, o do Han Solo, que será lançado em [25 de] maio de 2018”.

A produção do filme está buscando, no momento, o intérprete do jovem Han Solo. Logan Lerman (de Percy Jackson 1 e 2), Milles Teller (de Whiplash -Em busca da perfeição), Ansel Elgort (de A Culpa é das Estrelas), Dave Franco (de Truque de Mestre), Jack Raynor (de Transformers – A Era da Extinção), Scott Eastwood (do aguardado Esquadrão Suicida), Emory Cohen (Brooklyn) e Blake Jenner (da série Supergirl). A produtora Kathleen Kennedy e os diretores Phil Lord e Chris Miller (de Uma Aventura Lego e do vindouro filme do Flash) já estão realizando novos testes com esse grupo e a decisão quanto à escolha do ator deve sair nas próximas semanas.

Devo dizer que muito me empolga a expansão do Universo de Star Wars nos cinemas e que aguardo ansioso por Rogue One, mas tenho medo deste filme do Han Solo. Não acho necessário. Mas não tenha dúvidas que estarei lá na estreia para conferir.


Star Wars Samurai! As influências nipônicas na obra-prima de George Lucas.

Faz um tempão que eu não postava nada novo por aqui. Nem sei como ainda tenho umas visualizações perdidas. Acho que deve ser o pessoal pesquisando no Google e caindo aqui por acidente. Só pode. Mas depois de um hiato bem longo decidi que já estava na hora de voltar a ativa. Como alguns já devem saber, principalmente aqueles que seguem a nossa página no Facebook, eu sou um grande fã de Star Wars, principalmente por causa da trilogia clássica (Episódios IV, V e VI). Recentemente foi lançado o aguardado Episódio VII. Um filmaço emocionante, empolgante e nostálgico. Ainda estou pendente da crítica dele, mas deve sair em breve. Pois bem, quando converso com amigos não iniciados na saga muitas vezes quando me perguntam do que se trata Star Wars eu respondo que é um faroeste samurai espacial. Aí me perguntam, o que é que Star Wars tem de samurai? Sério mesmo?! É perdoável, afinal a pobre criatura não viu os filmes ainda. Beleza então. Mas e quando a pessoa já assistiu a todos os filmes e diz que não tem nada de samurai nos filmes? Pois isso aconteceu, Para não deixar dúvidas decidi escrever esta postagem. Vamos por partes, então?

Pois bem, na década de 1940, Akira Kurosawa se torna diretor, mas ainda não conseguia fazer os filmes que queria. Ele era bastante inspirado por filmes americanos, mas o Japão estava em guerra com os EUA, e os roteiros de Kurosawa eram muito velho-oeste. Quando o Japão perde a Segunda Guerra Mundial em 1945, os EUA ocupam o país e proíbem 31 temas – entre eles, filmes de samurai. Alguns anos depois, os EUA deixam o Japão, permitindo uma era de ouro no cinema nipônico.

É nesse período que surgem os famosos Kenji Mizoguchi, Yasujirō Ozu e o próprio Kurosawa. Seus filmes se dividiam em dois gêneros: gendai-geki, que são contemporâneos; e jidai-geki, que acontecem no passado. Um desses filmes jidai-geki é A Fortaleza Escondida (1958), que conta a história de dois camponeses que ajudam uma princesa medieval e um mentor samurai a escapar de forças imperiais inimigas.


Lançado em dezembro de 1958, A Fortaleza Escondida tornou-se um enorme sucesso de bilheteria no Japão e foi bem recebido pelos críticos. Hoje, é considerado uma das obras de menor destaque de Kurosawa,embora permaneça popular devido a ser uma das grandes influências da clássica space opera Star Wars, de George Lucas. O próprio Lucas já disse várias vezes que este filme foi uma das principais influências para o seu filme, lançado em 1977. Lucas, assim como muitos outros diretores do movimento Nova Hollywood (que vamos falar a respeito em uma postagem futura) reverenciavam Kurosawa e o consideravam, merecidamente, um ídolo. E há diversas outras influências dos filmes de Kurosawa em Star Wars:
  • Os "samurais" da cinessérie são chamados de Jedi é uma contração do termo jidai-geki, como eram tipicamente chamados os filmes do gênero;
  • Os sabres de luz e o modo como são utilizados em combate são inspirados nas katanas, as espadas dos samurais;
  • Os dois camponeses de A Fortaleza Escondida inspiraram os icônicos droídes R2-D2 e C-3PO;
  • As armaduras de Darth Vader e dos Stormtroopers são inspirados nas armaduras de samurai;
  • O mestre Yoda é baseado no personagem Kambei Shimada, o sábio que cria um grupo de guerreiros no filme Os Sete Samurais (1954);
  • Há uma cena que é quase que copiada, quadro por quadro, do filme Yojimbo, o Guarda-Costas (1961);
  • Originalmente George Lucas queria o ator japonês Toshiro Mifune, protagonista de vários filmes de Kurosawa inclusive o já citado Yojimbo, para ser o interprete do mestre Jedi Obi-Wan Kenobi.
Não tem nem o que argumentar. Star Wars é samurai, sim. E aí, ta bom ou quer mais? Agora que consegui convencer o leitor eu gostaria de deixar uma dica de um site bem bacana e que foi uma das minhas principais fontes de pesquisa para o post. Trata-se de O Ronin, uma revista eletrônica sobre o Japão feudal. Lá tem textos, artigos, dicas de filmes, livros, jogos e tudo o mais relacionado ao tema. E quanto ao Vamos Falar Sobre Cinema, podem aguardar mais postagens em breve. Quem sabe sobre o que é que há de faroeste em Star Wars, né?



Os melhores filmes dos últimos 25 anos!

Sábado passado, dia 17 de outubro, o Internet Movie Database (ou simplesmente IMDb), em celebração aos seus 25 anos de existência, divulgou uma lista bem interessante com o ranking dos melhores filmes lançados nos últimos 25 anos. A escolha dos filmes que figuram a lista tem como base a votação dos usuários, que já somam mais de 250 milhões de pessoas no mundo todo. O ranking está organizado em ordem cronológica e não do melhor pro melhor, além de ter sido selecionado um filme para cada ano.



Quer saber se aquele filme ta na lista ou se ficou de fora? Da uma conferida logo abaixo.

Os Bons Companheiros (1990);

O Silêncio dos Inocentes (1991);

Cães de Aluguel (1992);

A Lista de Schindler (1993);

Um Sonho de Liberdade (1994);

Se7en - Os Sete Crimes Capitais (1995);

Fargo (1996);

A Vida É Bela (1997);

O Resgate do Soldado Ryan (1998);

Clube da Luta (1999);

Amnésia (2000);

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001);

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002);

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003);

O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004);

Batman Begins (2005);

Os Infiltrados (2006);

Na Natureza Selvagem (2007);

Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008);

Bastardos Inglórios (2009);

A Origem (2010);

Intocáveis (2011);

Django Livre (2012);

O Lobo de Wall Street (2013);

Interestelar (2014).

Christopher Nolan foi o diretor a emplacar mais filmes na lista, um total de cinco, seguido por Quentin Tarantino, Martin Scorcese e Peter Jackson, com três filmes cada, sendo que este último foi o único a emplacar uma trilogia na lista, e com dois filmes, e nem por isso menos importante ou relevante, estão Steven Spielberg e David Fincher. Outros filmes como Gravidade, O Rei Leão, TitanicMatrix e Jurassic Park ficaram de fora. Vocês concordam? Qual filme você tiraria do ranking e qual colocaria no lugar? E o representante de 2015 quem será? Mad Max: Estrada da Fúria, Star Wars VII: O Despertar da Força ou algum outro? Comenta aí.


Francês transforma filmes e séries recentes em VHS

Quem viveu nos anos 90 e na primeira metade dos anos 2000 certamente deve se lembrar bem das fitas de VHS. Eu quando ia na locadora, aquela mesma onde aluguei pela primeira vez O Rei Leão, ficava admirando aquelas caixas e suas capas. Algumas, como a de Jurassic Park por exemplo, eram tão lindas que dava vontade de te-las numa coleção. Mas eu era pobre (ainda sou) e tinha de me contentar apenas em aluga-las. Quando penso em VHS me vem logo uma nostalgia. Quem não se lembra das fitas verdes da Disney? Ou de ter de rebobinar os filmes após assisti-los? Se devolvesse o filme sem rebobinar pagava multa de R$0,50 (o que não é nada hoje em dia, mas na época já era o meu biscoito Treloso). Não tenho certeza sobre qual o foi o último VHS que aluguei, creio que foi O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, mas o último que assisti foi na escola ainda, lá pelo final do Ensino Médio, quando o professor de Matemática/Física decidiu passar o filme Juventude Transviada para assistirmos. O que tinha haver com as disciplinas? Nada. Mas é um excelente filme e que figura até hoje na minha listinha de favoritos. Fiz todo este arrudeio porque sou muito nostálgico as vezes. Mas há quem seja mais nostálgico ainda. Muito mais, na verdade. Pois um camarada lá da França decidiu adaptar para o formato de VHS filmes e seriados de sucesso recente para a mídia. Filmes como Gravidade, O Grande Hotel Budapeste e Guardiões da Galáxia e séries como Game of Thrones, Breaking Bad e Dexter ganharam suas versões e admito que ficaram muito boas mesmo. O resultado você confere nas imagens feitas por Julie Carbonnel e que estão logo abaixo.





Mas se engana quem pensa que se trata apenas de capas. Os filmes e séries foram realmente gravados em fita para serem assistidos em uma tv de tubo conectada a um reprodutor de VHS Continental Edison.



O autor deste projeto é um entusiasta saudosista anônimo chamado apenas de Stan. Em sua entrevista para o site Golem13, Stan diz que:

"Queria voltar aos fundamentos da sétima arte: grandes histórias, ação e sonhos em 120 ou 240 minutos. Eu amo tomar o tempo para voltar a k7. Aproveite o tempo, isso é, é isso. Pare de correr e levar tempo. "

Tudo teve inicio quando Stan viu ao filme Rebobine, por favor de Michel Gondry, onde uma dupla de amigos, um deles funcionário de uma videolocadora, acidentalmente apagam todos os filmes do acervo e decidem refilmar todos por conta própria para substitui-los. Aí bateu aquela saudade. Nas palavras de Stan:

"Este filme me lembrou de por que eu amava o cinema: o aspecto tradicional, o som da fita que rebobina..."

A ideia é interessante e, assim como saudosistas do vinil, o VHS tem encontrado seus adeptos. E vocês, o que acham do projeto? Será que essa ideia pega por aqui?


Leonardo DiCaprio quer um Oscar!

Já virou piadinha, meme e profecia o fato de até o momento Leonardo DiCaprio não ter ainda levado pra casa a sua estatueta. Até o Brad Pitt tem a dele que ganhou como produtor de 12 Anos de Escravidão. Tudo bem que não é premio por atuação mas o que importa é que ele tem um. E fala sério, talento o Leo já provou que tem. Inclusive levou pra casa dois Globos de Ouro de Melhor Ator, um por O Aviador e outro por O Lobo de Wall Street (ambos de Martin Scorsese). Mas por qual motivo ele ainda não levou a estatueta? Seria azar de concorrer contra as atuações monstruosas de Jamie Foxx em Ray e Matthew McConaughey em Clube de Compras Dallas? Por que foi esnobado em filmes como Os Infiltrados de Scorsese, J. Edgar de Clint Eastwood ou Django Livre de Quentin Tarantino? Seria mero acaso ou o ator estaria sendo perseguido pelos membros da Academia? O fato é que já ouvi coisas tipo "é mais fácil o Náutico levar o campeonato brasileiro do que o DiCaprio levar o Oscar". Isso foi muita forçação de barra. Todos em Pernambuco sabem que o Náutico não leva nem o Pernambucano. Mas não é sobre isso o assunto desta postagem. Leo DiCaprio não é apenas mais um rostinho bonito em Hollywood. O que vemos ano após ano é o ator americano de 40 anos vem a cada filme se superando e se provando cada vez mais como ator. Mas como levar a estatueta pra casa? Que tal se juntar ao diretor do momento? Pois bem, foi isso o que ele fez.



O mexicano Alejandro Gonzáles Iñárritu, de Babel e Biutiful, foi o grande vencedor da última edição do Oscar com o seu Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância onde não apenas levou o premio de melhor filme mas também o de melhor diretor e melhor roteiro original. É então meio que óbvio que o próximo filme do diretor de Birdman tivesse atenção dos críticos e da mídia. Leo não pensou duas vezes e caiu de cabeça em The Revenant, que no Brasil recebeu o título de O Regresso e tem estreia agendada para 04 de fevereiro de 2016. O filme ainda trás no elenco Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) e Will Poulter (As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada) e conta com a fotografia Emmanuel Lubezki, que venceu o Oscar na categoria nos últimos dois anos por Gravidade e Birdman e pode levar a terceira estatueta seguida por este filme. Abaixo você confere a sinopse oficial do filme e o trailer legendado.

Inspirado em fatos reais, O Regresso mostra a aventura épica de um homem pela sobrevivência e o extraordinário poder do espírito humano. Em uma expedição no deserto americano desconhecido, o lendário explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é brutalmente atacado por um urso e deixado como morto por membros de sua própria equipe de caça. Em uma busca para sobreviver, Glass resiste a uma dor inimaginável, bem como a traição de seu confidente John Fitzgerald (Tom Hardy). Guiado por pura força de vontade e o amor de sua família, Glass deve navegar um inverno vicioso em uma busca incessante para viver e encontrar a redenção.


O verdadeiro Hugh Glass
Basta este trailer pra ver o quão linda é a fotografia de Lubezki. Já é meu favorito ao premio da academia na categoria. Mas reitero aqui que o ponto principal é Leonardo DiCaprio em busca de seu primeiro Oscar. Na trama do filme, como dito acima, Leo será Hugh Glass. Nunca tinha ouvido falar neste senhor, daí fui dar uma pesquisada. O cara, lá no século XIX, trabalhava tirando a pele de animais para vender. Durante um dia comum de trabalho em 1823 a vários quilômetros de qualquer lugar habitado o cara foi atacado por uma ursa e armado apenas com sua faca enfrentou o animal e o matou. Mas por estar muito ferido, praticamente moribundo, os "amigos" de Glass o abandonaram na floresta para morrer e levaram suas coisas dizendo aos outros que ele morrera. Quando acordou estava só, sem comida ou qualquer equipamento que pudesse utilizar, com a perna quebrada e com cortes profundos nas costas que davam pra ver as suas costelas. Detalhe que as feridas já estavam infeccionando. Ele então "ajeitou" a perna e esfregou as costas num pedaço de madeira podre para que as larvas comessem a pele morta dos ferimentos para evitar gangrena. Então ele seguiu o caminho de volta se arrastando e fazendo um percurso maior dando a volta para evitar um território indígena. Alimentando-se de frutas que achava pelo chão ele seguiu seu caminho. Glass chegou até a enfrentar dois lobos por causa de uma carcaça de bisão pra se alimentar. Seis semanas depois, quarenta e dois dias para ser mais exato, ele chegou em casa.

Sobre o filme o ator disse em entrevista ao Grantland que quase não terá falas, o que será bem interessante e desafiador para ele.

"Foi um desafio diferente para mim, pois eu interpretei vários personagens que falavam muito. Era algo que eu queria muito investigar - fazer um personagem que não diz quase nada. Como você transmite uma jornada emocional e se relaciona com a angústia de um homem sem dizer uma palavra? Eu tentei interpretar no filme um tipo diferente de americano que eu ainda não vejo muito nos cinemas. Era um território não regulamentado, uma espécie de terra sem lei. Ainda não existia a América que conhecemos agora. Ainda era uma espécie em evolução".

Iñárritu também comentou este detalhe do filme.

"Leo é atacado por um urso e, após isso, vira um personagem silencioso. Muita coisa acontecendo, mas nenhuma palavra. Para mim, essa é a essência do cinema: não se basear em palavras, mas em imagens e emoções". O diretor acrescentou ainda que tentou não fazer uma história de vingança comum. "Vingança é um sentimento que, quando você a atinge, você fica vazio. Não é uma emoção saudável e não te deixa satisfeito".

O filme tem como base o livro The Revenant: A Novel of Revenge de Michael Punke. É uma baita história que deve lhe render ao menos sua sexta indicação e talvez a primeira vitória. Atualmente a produção está no sul da Argentina gravando as últimas cenas do filme devido a chegada ao verão norte-americano que descongelou a paisagem. O Regresso já está na minha lista de filmes para assistir. Mas não bastasse este filme, Leo tem ainda um outro projeto em desenvolvimento que é bem interessante e promissor. Trata-se de The Crowded Room.

Billy Milligan
The Crowded Room adaptará o livro de 1981, originalmente publicado como The Minds of Billy Milligan, de Daniel Keyes e que conta a história real de Billy Milligan, homem esquizofrênico que sofria de uma disfunção psicológica conhecido como transtorno de personalidade múltipla. Jason Smilovic e Todd Katzberg vão escrever o roteiro. DiCaprio, que almejava o papel há quase 20 anos, produzirá o longa ao lado de Jennifer Davisson e Alexandra Milchan. Billy Milligan ficou conhecido por, no ano de 1977, ter ido a julgamento após ter sido acusado de roubar uma loja e estuprar três mulheres no campus da Universidade Estadual de Ohio. Por sofrer de múltiplas personalidades, vinte e quatro no total, os seus advogados alegaram insanidade e que o ocorrido não era culpa de Billy mas de suas outras personalidades, Adalana, uma lésbica que cozinhava e limpava casas que ficou como responsável pelos estupros, e Ragen, um comunista iugoslavo que ficou como responsável pelo roubo. Ou seja, ele não será um, mas vinte e quatro personagens no mesmo filme. Sinto cheiro de Oscar? Billy Milligan teve sucesso em não ser condenado, sendo este o primeiro caso de uma pessoa inocentada por transtorno de múltipla personalidade. Antes de ser solto, Milligan passou por longos tratamentos em hospitais psiquiátricos. Milligan morreu em dezembro de 2014. O diretor James Cameron, que trabalhou com DiCaprio em Titanic, já demonstrou interesse em dirigir o filme, mas ainda não há ninguém ligado a função. Ainda não há data para inicio de produção ou lançamento.


Se Leo vai levar o Oscar não sabemos. Talvez sim, talvez não. Eu vou ficar na torcida. Só espero que a Academia não lhe dê um Oscar de compensação por um trabalho menor, mas por um merecido. As vezes a Academia é injusta. Se por acaso ele morrer sem jamais levar basta lembrar que Charles Chaplin também nunca ganhou um.



Recapitulando a franquia X-Men

Um dos filmes mais aguardados do próximo ano é sem dúvida alguma X-Men: Apocalipse, o terceiro filme da segunda trilogia dos filhos do átomo no cinema. O filme é o quarto da franquia X a ser dirigido por Bryan Singer (diretor de Os Suspeitos e Operação Valquíria). Por mais que muita gente critique os filmes feitos pela Fox e clamem pelo retorno dos direitos de adaptação de X-Men para a Marvel Studios, a verdade é que os filmes são, em geral, muito bons mesmo e estou satisfeito com o trabalho que tem sido realizado pelo estúdio em relação aos heróis. Me julguem. O pessoal que hoje reclama dos filmes da franquia não lembra que foi graças a X-Men - O Filme, lançado no ano 2000, que se popularizou entre os grandes estúdios o interesse em produzir adaptações de quadrinhos. A história de Wolverine (Hugh Jackman), Charles Xavier (Patrick Stewart), Vampira (Anna Paquin), Magneto (Ian Mckellen) e todos os outros foi bastante interessante. Apesar de Wolverine ser o protagonista o universo mutante estava muito bem inserido e foi apresentado com bastante coesão. Estava lá o preconceito (tema principal do X-Men) e a perseguição aos mutantes. O roteiro foi muito bem escrito resultado final da adaptação foi um baita filmaço. Me arrisco a dizer que sem X-Men de Bryan Singer não teríamos Os Vingadores e nem Liga da Justiça tão cedo nas telonas. O filme teve uma pegada mais sombria e realista (muito antes da Trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan) e teve, novamente sob o comando de Singer, uma das melhores continuações que já vi. Me refiro, é claro, a X-Men 2. Livremente inspirado na graphic novel Deus ama, o homem mata, o filme pegou o que havia sido feito no primeiro e elevou a outro nível. Nunca me esquecerei das cenas de Noturno (Alan Cumming) na Casa Branca e nem do ataque militar a Mansão Xavier. Depois disso Singer, que tinha uma boa ideia pra um terceiro filme, deixou a franquia para dirigir o esquecível Superman - O Retorno e para a terceira parte foi contratado Brett Ratner (da trilogia A Hora do Rush). O resultado foi o fraco X-Men: O Confronto Final que, como o título deixava claro, era o último filme dos mutantes na telona e fechava de modo medíocre a promissora trilogia. O filme falhou por tentar ser mais do que realmente era e adaptava não um mas dois importantes arcos dos quadrinhos, A Saga da Fênix Negra e A Cura. Vale ressaltar que foi nesse filme que começou o desrespeito pela cronologia, que seria presente nos demais filmes.

Daí veio X-Men - Origens: Wolverine dirigido por Gavin Hood (de Infância Roubada e Ender's Game: O Jogo do Exterminador). O filme solo do mutante mais querido dos quadrinhos foi um fracasso de crítica e os fãs o massacraram. A história queria preencher lacunas deixadas pelos filmes anteriores, mas apenas conseguiu sujar a imagem da franquia que já vinha de um filme não tão bom. E a cronologia ficou ainda mais bagunçada. Não bastasse isso ainda ferraram com o Deadpool nesse longa. Droga Fox! Eu já tinha ficado sem esperanças em relação ao futuro cinematográfico dos X-Men. Daí veio X-Men: Primeira Classe. Sob a direção de Matthew Vaughn (de Stardust - O Mistério da Estrela Cadente e Kick-Ass - Quebrando Tudo) e com a produção de Bryan Singer, o filme prometia ser um prequel/reboot da franquia e mostraria uma história protagonizada pelo Professor X e Magneto nos anos 60 e, de quebra, ainda trazia novas versões de outros personagens, além de alguns inéditos. O marketing do filme era péssimo e ele estava sendo mal vendido pra ele. Eu pensei que a Fox estava fazendo qualquer porcaria só pra não perder os direitos sobre os lucrativos personagens. Fui assistir sem muitas expectativas. Pra minha surpresa eu fui enganado pelos trailers porque o filme foi ótimo e mostrou que a franquia ainda tinha muito potencial. Sucesso de críticas, a continuação foi confirmada pouco depois e com Bryan Singer retornando a direção. Apesar disso a cronologia tava ainda mais ferrada. Parecia não ter mais jeito.



Mas antes da sequência veio o segundo filme solo do carcaju, Wolverine - Imortal. Dirigido por James Mangold, o filme era uma sequência direta de X-Men: O Confronto Final. Adaptando o famoso arco Eu, Wolverine de Frank Miller o filme prometia ser a redenção do herói em carreira solo. E Mangold estava conseguindo, até chegar ao terceiro ato com o Samurai de Prata reduzido a um Transformer genérico. Na cena pós-creditos o filme mostrava Wolverine sendo novamente recrutado por Xavier e Magneto para o próximo longa. Então no ano passado foi lançada a aguardada continuação de Primeira Classe, X-Men: Dias de um futuro esquecido adaptava a HQ homônima de Chris Claremont e reunia as duas gerações de mutantes pois acontece ao mesmo tempo em um futuro próximo e no passado, nos anos 70. O filme, que envolve viagem no tempo e brinca com as linhas temporais serviu para rebootar de verdade a franquia apagando os eventos dos outros filmes e destruindo todos os erros da cronologia até então e recomeçando a saga dos mutantes, de modo que podiam reescrever tudo. Uma ideia acertada? Em parte sim, em parte não. Qual o sentido de fazer um filme de Wolverine num ano para apagar a história no seguinte? Em compensação o fato de ter apagado X3 e o Origens já foi bastante válido. E a cena pós-créditos? Sim, este filme também teve uma cena pós-crédito mostrando no Egito antigo o povo adorando um poderoso construtor de pirâmides. Ao fundo chegam quatro cavaleiros. E o clamor do povo? En Sabah Nur, Surtei legal! Pra quem ainda não sabe En Sabah Nur é o nome do milenar vilão Apocalipse. Ou seja, finalmente teríamos Apocalipse num filme dos X-Men.


Mas antes do Apocalypse um outro personagem vai ganhar um filme solo. E não, não é o Wolverine. Mas trata-se de um personagem que no universo X-Men apareceu pela primeira vez no filme solo do carcaju. Me refiro a Wade Wilson, o Deadpool. O filme solo do mercenário tagarela estreia já no começo do ano que vem e tem Ryan Reynolds reprisando o papel em um filme bastante violento e sem ligação com os eventos que foi mostrado em X-Men - Origens: Wolverine. Ainda bem, né? Porque aquilo foi um crime para com o personagem. De quebra o filme ainda terá a participação do mutante Colossus. A estreia de Deadpool será em 12 de fevereiro de 2016 e só depois de Deadpool que teremos X-Men: Apocalipse, que será ambientado nos anos 80 e contará finalmente com as versões jovens de Ciclope, Jean e Tempestade. Além destes Noturno, Jubileu e Psylocke também estarão no longa em que Oscar Isaacs viverá o vilão título. Encerrando a trilogia iniciada em Primeira Classe, X-Men: Apocalipse deve ter seu primeiro trailer liberado em breve. Logo depois virá o filme solo Gambit, que será protagonizado por Channing Tatum e só deve estrear em 07 de outubro de 2016. Só depois teremos Wolverine 3 que deve ser o último filme de Hugh Jackman no papel do icônico herói mutante e que pode adaptar o arco dos quadrinho Old Man Logan. Wolverine 3 tem data de estreia para o dia 03 de março de 2017. Mas não vou aprofundar nestes quatro filmes aqui pois todos ganharam postagens próprias em breve. Ainda estão em processo de desenvolvimento os filmes X-Force e Os Novos Mutantes, além de provável spin-off da vilã Mística. O que podemos afirmar é que este universo cinematográfico está se expandindo e esperamos que a Fox tenha aprendido com os erros do passado, de modo a nos apresentar bons filmes respeitando os personagens. Ainda existe a possibilidade de um futuro crossover com o Quarteto Fantástico, a outra super-equipe da Marvel cujos direitos estão com o estúdio. Por enquanto não tenho nada mais a dizer além de: Que venham então mais e mais filmes dos X-Men!


Homem-Formiga (2015)

Originalmente Homem-Formiga integraria a Fase 1 do Universo Cinematográfico Marvel e por consequência do adiamento do filme quase para a Fase 3 acabou gerando algumas alterações neste Universo que, apesar de bem contornadas, foi alvo de críticas por parte de fãs mais xiitas da Casa das Ideias. Depois de um produção que se estendeu por anos e o afastamento do diretor e principal produtor do filme, Edgar Wright, as vésperas do início das filmagens fez com que muita gente ficasse com o pé atrás em relação ao longa. Afinal era realmente um filme bastante arriscado, visto que o herói não é tão conhecido do grande público e que se trata claramente de um filme de gênero dentro do gênero de super-herói, algo inédito até então. Mas como o selo Marvel de qualidade atesta que você pelo menos vai se divertir durante o filme já é suficiente para muita sair de casa e ir ocupar uma poltrona no cinema. Para azar dos pessimistas e deleite da plateia, a Marvel Studios não decepciona e nos entrega um filme divertido e extremamente engraçado. Me atrevo inclusive a dizer que é o filme mais engraçado da Marvel até agora.  Sendo o décimo-segundo filme da Marvel Studios, já era óbvio que o filme fosse bastante aguardado.

A história começa nos anos 80 quando Hank Pym (Michael Douglas), então um agente/cientista da S.H.I.E.L.D. contesta seus companheiros de equipe, inclusos Peggy Carter (Hayley Atwell) e Howard Stark (John Slattery), por tentarem reproduzir sua tecnologia. Um feito sem  sucesso. Temendo o uso bélico de sua invenção, Hank se desliga da agência de espionagem e funda sua própria empresa de tecnologia, mas mantém como segredo as Partículas Pym e o traje aposentado de Homem-Formiga. Já nos dias atuais Hank se vê afastado de sua empresa por decisão dos acionistas e seu pupilo Darren Cross (Corey Stoll) tentando replicar a sua tecnologia em um novo e poderoso traje intitulado Jaqueta-Amarela, uma versão upgrade do original, para ser comercializado como armamento. Para deter Cross, Hank então busca a ajuda de Scott Lang (Paul Rudd), um ladrão recém-saído da cadeia e que por causa de sua ficha criminal não consegue arrumar emprego. Como consequência de ser ex-presidiário e não ter emprego, Lang não tem como arcar com a pensão de sua filhinha Cassie (Abby Ryder Fortson), que é proibido de ver. Em meio a isso ainda há Hope van Dyne (Evangeline Lilly), filha de Hank Pym que não mantém uma boa relação com o pai por este esconder a verdade sobre a trágica morte de sua mãe Janet Pym, a heroína Vespa, nos anos 80. Hope acha desnecessário o recrutamento de Lang, preferindo ela mesma assumir a missão; coisa que Hank não permite por temer que a filha tenha o mesmo destino de sua mulher. A partir daí a trama segue mostrando o treinamento de Scott pra se tornar um herói e a busca de Darren Cross em conseguir estabilizar a tecnologia desenvolvida por Hank.

Divertidíssimo e ágil, o filme jamais fica cansativo. O roteiro de Edgar Wright reescrito por Joe Cornish, Adam McKay e Paul Rudd é bastante sóbrio e não perde tempo aprofundando em temas mais complexos. É possível perceber a mão de Edgar Wright lá, com um típico humor britânico beirando ao non-sense em vários momentos. A direção de Peyton Reed é bastante competente, mas não tem identidade. Não que isso seja de todo ruim, afinal a Marvel Studios preza por um estilo próprio em seus filmes de modo a manter coeso o Universo maior criado para seus heróis, mas as vezes essa limitação acaba sendo brochante por não permitir uma maior liberdade a seus realizadores. Vale lembrar que as desavenças criativas com a Marvel foi o que levou Wright a deixar a direção do longa. Apesar disso ele é creditado como Produtor do filme, o que é bastante justo já que foi ele quem idealizou o projeto quando ainda nem existia a Marvel Studios. O filme faz boas referências aos eventos de Vingadores: Era de Ultron, apesar de não terem importância para a trama, e ainda brinca com a existência de um certo herói escalador de paredes. 

A força maior do filme está em seu elenco, que é muito bom e a química entre eles funciona de modo orgânico, considerando o núcleo Pym/Lang, com destaques para Paul Rudd e Michael Peña. Paul Rudd tem um timing cômico muito bom e está perfeito no papel, de modo que não consigo imaginar outro sendo Scott Lang. Peña não tem tanto destaque mas as cenas de seu Luis são de longe as mais engraçadas do filme. Evangeline Lilly é competente e apesar de algumas cenas que tem uma maior carga dramática, a personagem acaba ficando apagada junto de Paul Rudd e Michael Douglas. E por falar em Michael Douglas, é incrível como o ator veterano consegue puxar para si a atenção. Ele convence como herói aposentado e como mentor, tanto de Cross quanto de Lang, e ele consegue mostrar todo o peso sentido pelo personagem em sua conturbada relação com a filha e o trauma pela perda de Janet. Já o vilão é caricato e suas motivações nunca ficam realmente claras. A falta de desenvolvimento do vilão acabam por transforma-lo em apenas mais um antagonista genérico e esquecível, o que tem sido padrão nos filmes do estúdio. Pior que pegaram um bom ator para subaproveita-lo no papel.

A fotografia é competente e o escurecimento naturalmente causado pelos óculos 3D não prejudicam em nada a apreciação das cenas. Já que citei o 3D, este é mais um caso onde o uso da tecnologia é praticamente dispensável na maior parte do filme, mas há uma cena de pouco menos de dois minutos lá pelo final do filme que me fez valer o ingresso mais caro. Apesar de breve é muito interessante assisti-la no formato. Não posso entrar em maiores detalhes para não dar spoilers, mas tem a ver com encolhimento. Os efeitos especiais do filme são excelentes! A cena em que Michael Douglas é rejuvenescido digitalmente é tão bem feita que parece natural e é muito melhor do que o trabalho recentemente produzido no novo Exterminador do Futuro. A heroína Vespa é mostrada em ação durante um flashback e apesar de ser feita totalmente em CGI a personagem parece bastante real. E, claro, as cenas de encolhimento são muito bem produzidas. A forma como o filme brinca e explora as escalas de tamanho são as melhores desde o clássico Querida, Encolhi as Crianças. Com destaque para o primeiro encolhimento de Scott e as incursões pelo formigueiro. E as formigas, as grandes aliadas do herói, são muito bem aproveitadas na trama. É interessante ver a variedade de espécies e a função de cada uma no desenvolvimento de acordo com suas características.

As cenas de ação são boas e as cenas de luta são bem coreografadas e elaboradas, em especial a cena em que o herói-título enfrenta um outro herói já estabelecido. Eu gostei bastante do modo como o cenário e os objetos que o compõem são aproveitados em tais cenas. Apesar disso, o filme não tem nenhuma cena de ação memorável. A direção de arte e o som são fantásticos e a trilha sonora casa bem com as cenas. O mesmo vale para as músicas que fazem parte da narrativa, algo que já tinha sido até melhor utilizado em Guardiões da Galáxia.

Encerrando decentemente a Fase 2 de seu Universo Cinematográfico iniciado em 2008, Homem-Formiga fez bonito em sua estreia nos cinemas. Apesar do título do filme ser o nome do herói, não é o que podemos chamar de um filme solo. É um filme de equipe e não deixa a desejar para nenhuma outra. O filme empolga, diverte e agrada o grande público, digo isso com base na reação não apenas minha mas a de todos que estavam na mesma sala que eu. Houve inclusive aplausos geral em pelo menos duas cenas do filme. Agora nos resta aguardar o seu retorno, como a própria Marvel nos garante durante os créditos. E parece que o povo está aprendendo finalmente a aguardar as cenas pós-créditos, que neste filme são duas e ambas muito boas. No final, apesar de suas falhas, Homem-Formiga é um filme acima da média e bem melhor do que pensei que fosse. Vale a pena conferir, então vá ver no cinema sem medo.



 
Copyright © 2015. Vamos falar sobre Cinema!
-->