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Capitão América: Guerra Civil (2016)

Passado mais de uma semana desde a sua estreia e tendo eu a possibilidade de assistir o filme mais de uma vez, me sinto mais a vontade para realizar esta crítica. Eis que Capitão América: Guerra Civil, o décimo-terceiro filme da Marvel Studios e de seu Universo Cinematográfico, é empolgante, divertido e tudo o mais que se espera de um filme da Casa das Ideias. Livremente inspirado na saga Guerra Civil, o filme é tanto uma continuação de Vingadores:Era de Ultron como de Capitão América: O Soldado Invernal e me atrevo a dizer que também poderia ser facilmente o Homem de Ferro 4, visto a importância e o desempenho de Robert Downey Jr e seu Tony Stark na trama deste.

 A história é bem simples, após uma missão dos Vingadores na Nigéria onde ocorrem várias baixas civis os governos do mundo, através da ONU, decidem que a super-equipe liderada por Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) precisa ser regulamentada por uma série de normas, os Acordos de Sokovia, e que caso não aceitem a imposição sofreram as consequências cabíveis. O Capitão se posiciona contra enquanto que Tony Stark/Homem de Ferro se posiciona a favor por se sentir culpado pelas vidas que não pôde salvar. Não bastasse o tratado dividir os Vingadores, o passado de Steve volta para atormenta-lo mais uma vez quando Bucky Barnes/Soldado Invernal passa a ser caçado por conta de um ataque terrorista. Em terceiro plano e não menos importante por isso o Coronel (?!) Helmut Zemo (Daniel Brühl) está decidido a obter uma importante informação para executar um plano que pode destruir de uma vez os Heróis Mais Poderosos da Terra.

Muita coisa acontece ao longo do filme, mas os irmãos Joe e Anthony Russo conseguem manter tudo bem amarrado e equilibrado. Os Irmãos Russo, que já haviam dirigido o filme anterior do Sentinela da Liberdade, se provam um grande achado da Marvel. Eles sabem dosar bem as cenas ação, humor e drama. As piadas são bastante fluídas e todas funcionam. Apesar de serem os alívios do filme, não tiram o peso das cenas. A ação não decepciona e alterna boas sequências em planos fechados e abertos, sempre respeitando a geografia da cena. Vide por exemplo à sequência na escadaria ou mesmo a do aeroporto. As cenas de luta são extremamente bem coreografadas e funcionam narrativamente e não apenas como distração. Se alguém tinha dúvida sobre o Pantera Negra, ela não existe mais. O personagem protagoniza algumas das melhores lutas do filme. O mais incrível foi ver que apesar de ter tantos personagens em tela existe uma boa harmonia em relação a suas participações e motivações. Os poderes e habilidades de todos são muito bem utilizados. Há uma cena envolvendo o Homem-Formiga, o Homem-Aranha e uma referência a O Império Contra-Ataca que me fez dar um sorriso de orelha a orelha tamanha a satisfação. O roteiro justifica não apenas as ações, mas as consequências. Apresenta personagens novos de forma dinâmica e não perde tempo revisitando informações já disponibilizadas em outros filmes. Com isso o filme ficou dinâmico e apesar da duração o tempo não é sentido, jamais sendo cansativo ou monótono. O roteiro acerta ainda em não tomar partido na “guerra” de modo que você enxerga os pontos positivos e negativos em ambos os lados. Não existe lado certo e errado, é tudo uma questão de ponto de vista. A sensação que fica é que Vingadores: Guerra Infinita estará realmente em boas mãos. Apesar disso, nem tudo é perfeito e o filme tem alguns efeitos que podiam ser melhor finalizados. Algumas decisões de roteiro são questionáveis, nada que te tire do filme, mas se for parar pra pensar se percebe que se fosse de outro modo teriam ficado mais críveis. Não entrarei aqui em detalhes, pois teria de dar uns bons spoilers do filme. O 3D aqui é totalmente desnecessário e mais uma vez serve apenas para encarecer o preço ingresso e tornar as cenas mais escuras, apesar de a fotografia não ser tão afetada por ele.

O elenco está bem a vontade em seus papéis. Todos tem algum destaque que fazem suas participações serem bem-vindas a produção. Chris Evans, que nunca foi um ator excelente, está perfeito como Steve Rogers. O ator realmente abraçou o personagem e está com uma performance mais madura. Ele realmente convence como Capitão América. Mas se tem alguém que convence é Downey Jr. Ele prova neste filme que é ainda um bom ator e sua atuação é a melhor que ele já fez vivendo o personagem. Ele transmite toda a dor, o peso e a angústia que vestir a armadura lhe trouxe. Chadwick Boseman e Tom Holland, que debutam como T’Challa/Pantera Negra e Peter Parker/Homem-Aranha, foram corretamente escalados e convencem como seus respectivos personagens nos deixando com vontade de ver mais deles. O Zemo de Brühl é um bom vilão e suas motivações são bem justificadas. Sua atuação é excelente e teria tudo para ser um vilão inesquecível, não fosse o nome que carrega. Melhor seria se o personagem, tal qual o agente Phil Coulson (Clark Greg), tivesse sido criado exclusivamente para o filme. A descaracterização do personagem talvez seja justificada no futuro, afinal uma frase do personagem me faz acreditar que seu objetivo final é ainda maior e que talvez o personagem venha a ter um maior destaque em outras produções. Mas como um filme tem de se justificar por si e não por possíveis coisas que talvez possam vir a acontecer numa provável continuação em um futuro hipotético já o fez não ser o suficiente, tirando em parte o peso que poderia ter sido alcançado. O já tradicional cameo de Stan Lee é o que se espera, rápido e engraçadinho.


O filme é bem amarrado e possui em seu arco um começo, meio e fim satisfatório. Sim, há um cliffhanger para produções futuras e mais duas cenas pós-créditos que empolgam, sobretudo a primeira. Apesar de ser um filme muito bom, não é o melhor da Marvel. É superior a Vingadores: Era de Ultron, mas perde em qualidade para Capitão América: O Soldado Invernal (que mantém o título de ser o melhor da Marvel Studios) e ao primeiro Vingadores e talvez até mesmo ao primeiro Homem de Ferro (mas isso eu ainda não decidi). O que posso afirmar é que a Fase 3 começou com o pé direito e que chegue logo novembro que eu quero ver o Doutor Estranho.



Recapitulando a franquia X-Men

Um dos filmes mais aguardados do próximo ano é sem dúvida alguma X-Men: Apocalipse, o terceiro filme da segunda trilogia dos filhos do átomo no cinema. O filme é o quarto da franquia X a ser dirigido por Bryan Singer (diretor de Os Suspeitos e Operação Valquíria). Por mais que muita gente critique os filmes feitos pela Fox e clamem pelo retorno dos direitos de adaptação de X-Men para a Marvel Studios, a verdade é que os filmes são, em geral, muito bons mesmo e estou satisfeito com o trabalho que tem sido realizado pelo estúdio em relação aos heróis. Me julguem. O pessoal que hoje reclama dos filmes da franquia não lembra que foi graças a X-Men - O Filme, lançado no ano 2000, que se popularizou entre os grandes estúdios o interesse em produzir adaptações de quadrinhos. A história de Wolverine (Hugh Jackman), Charles Xavier (Patrick Stewart), Vampira (Anna Paquin), Magneto (Ian Mckellen) e todos os outros foi bastante interessante. Apesar de Wolverine ser o protagonista o universo mutante estava muito bem inserido e foi apresentado com bastante coesão. Estava lá o preconceito (tema principal do X-Men) e a perseguição aos mutantes. O roteiro foi muito bem escrito resultado final da adaptação foi um baita filmaço. Me arrisco a dizer que sem X-Men de Bryan Singer não teríamos Os Vingadores e nem Liga da Justiça tão cedo nas telonas. O filme teve uma pegada mais sombria e realista (muito antes da Trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan) e teve, novamente sob o comando de Singer, uma das melhores continuações que já vi. Me refiro, é claro, a X-Men 2. Livremente inspirado na graphic novel Deus ama, o homem mata, o filme pegou o que havia sido feito no primeiro e elevou a outro nível. Nunca me esquecerei das cenas de Noturno (Alan Cumming) na Casa Branca e nem do ataque militar a Mansão Xavier. Depois disso Singer, que tinha uma boa ideia pra um terceiro filme, deixou a franquia para dirigir o esquecível Superman - O Retorno e para a terceira parte foi contratado Brett Ratner (da trilogia A Hora do Rush). O resultado foi o fraco X-Men: O Confronto Final que, como o título deixava claro, era o último filme dos mutantes na telona e fechava de modo medíocre a promissora trilogia. O filme falhou por tentar ser mais do que realmente era e adaptava não um mas dois importantes arcos dos quadrinhos, A Saga da Fênix Negra e A Cura. Vale ressaltar que foi nesse filme que começou o desrespeito pela cronologia, que seria presente nos demais filmes.

Daí veio X-Men - Origens: Wolverine dirigido por Gavin Hood (de Infância Roubada e Ender's Game: O Jogo do Exterminador). O filme solo do mutante mais querido dos quadrinhos foi um fracasso de crítica e os fãs o massacraram. A história queria preencher lacunas deixadas pelos filmes anteriores, mas apenas conseguiu sujar a imagem da franquia que já vinha de um filme não tão bom. E a cronologia ficou ainda mais bagunçada. Não bastasse isso ainda ferraram com o Deadpool nesse longa. Droga Fox! Eu já tinha ficado sem esperanças em relação ao futuro cinematográfico dos X-Men. Daí veio X-Men: Primeira Classe. Sob a direção de Matthew Vaughn (de Stardust - O Mistério da Estrela Cadente e Kick-Ass - Quebrando Tudo) e com a produção de Bryan Singer, o filme prometia ser um prequel/reboot da franquia e mostraria uma história protagonizada pelo Professor X e Magneto nos anos 60 e, de quebra, ainda trazia novas versões de outros personagens, além de alguns inéditos. O marketing do filme era péssimo e ele estava sendo mal vendido pra ele. Eu pensei que a Fox estava fazendo qualquer porcaria só pra não perder os direitos sobre os lucrativos personagens. Fui assistir sem muitas expectativas. Pra minha surpresa eu fui enganado pelos trailers porque o filme foi ótimo e mostrou que a franquia ainda tinha muito potencial. Sucesso de críticas, a continuação foi confirmada pouco depois e com Bryan Singer retornando a direção. Apesar disso a cronologia tava ainda mais ferrada. Parecia não ter mais jeito.



Mas antes da sequência veio o segundo filme solo do carcaju, Wolverine - Imortal. Dirigido por James Mangold, o filme era uma sequência direta de X-Men: O Confronto Final. Adaptando o famoso arco Eu, Wolverine de Frank Miller o filme prometia ser a redenção do herói em carreira solo. E Mangold estava conseguindo, até chegar ao terceiro ato com o Samurai de Prata reduzido a um Transformer genérico. Na cena pós-creditos o filme mostrava Wolverine sendo novamente recrutado por Xavier e Magneto para o próximo longa. Então no ano passado foi lançada a aguardada continuação de Primeira Classe, X-Men: Dias de um futuro esquecido adaptava a HQ homônima de Chris Claremont e reunia as duas gerações de mutantes pois acontece ao mesmo tempo em um futuro próximo e no passado, nos anos 70. O filme, que envolve viagem no tempo e brinca com as linhas temporais serviu para rebootar de verdade a franquia apagando os eventos dos outros filmes e destruindo todos os erros da cronologia até então e recomeçando a saga dos mutantes, de modo que podiam reescrever tudo. Uma ideia acertada? Em parte sim, em parte não. Qual o sentido de fazer um filme de Wolverine num ano para apagar a história no seguinte? Em compensação o fato de ter apagado X3 e o Origens já foi bastante válido. E a cena pós-créditos? Sim, este filme também teve uma cena pós-crédito mostrando no Egito antigo o povo adorando um poderoso construtor de pirâmides. Ao fundo chegam quatro cavaleiros. E o clamor do povo? En Sabah Nur, Surtei legal! Pra quem ainda não sabe En Sabah Nur é o nome do milenar vilão Apocalipse. Ou seja, finalmente teríamos Apocalipse num filme dos X-Men.


Mas antes do Apocalypse um outro personagem vai ganhar um filme solo. E não, não é o Wolverine. Mas trata-se de um personagem que no universo X-Men apareceu pela primeira vez no filme solo do carcaju. Me refiro a Wade Wilson, o Deadpool. O filme solo do mercenário tagarela estreia já no começo do ano que vem e tem Ryan Reynolds reprisando o papel em um filme bastante violento e sem ligação com os eventos que foi mostrado em X-Men - Origens: Wolverine. Ainda bem, né? Porque aquilo foi um crime para com o personagem. De quebra o filme ainda terá a participação do mutante Colossus. A estreia de Deadpool será em 12 de fevereiro de 2016 e só depois de Deadpool que teremos X-Men: Apocalipse, que será ambientado nos anos 80 e contará finalmente com as versões jovens de Ciclope, Jean e Tempestade. Além destes Noturno, Jubileu e Psylocke também estarão no longa em que Oscar Isaacs viverá o vilão título. Encerrando a trilogia iniciada em Primeira Classe, X-Men: Apocalipse deve ter seu primeiro trailer liberado em breve. Logo depois virá o filme solo Gambit, que será protagonizado por Channing Tatum e só deve estrear em 07 de outubro de 2016. Só depois teremos Wolverine 3 que deve ser o último filme de Hugh Jackman no papel do icônico herói mutante e que pode adaptar o arco dos quadrinho Old Man Logan. Wolverine 3 tem data de estreia para o dia 03 de março de 2017. Mas não vou aprofundar nestes quatro filmes aqui pois todos ganharam postagens próprias em breve. Ainda estão em processo de desenvolvimento os filmes X-Force e Os Novos Mutantes, além de provável spin-off da vilã Mística. O que podemos afirmar é que este universo cinematográfico está se expandindo e esperamos que a Fox tenha aprendido com os erros do passado, de modo a nos apresentar bons filmes respeitando os personagens. Ainda existe a possibilidade de um futuro crossover com o Quarteto Fantástico, a outra super-equipe da Marvel cujos direitos estão com o estúdio. Por enquanto não tenho nada mais a dizer além de: Que venham então mais e mais filmes dos X-Men!


Liberado o trailer de Esquadrão Suicida!

Além do logo oficial do filme, durante a badalada San Diego Comic-Con foi exibido em primeira mão o trailer de Esquadrão Suicida, o terceiro filme do Universo Cinematográfico DC nos cinemas. Com lançamento já no ano que vem o longa tem um baita elenco que inclui Will Smith (Pistoleiro), Margot Robbie (Arlequina), Viola Davis (Amanda Waller), Joel Kinnaman (Rick Flagg), Jay Courtney (Capitão Bumerangue), Cara Delevingne (Magia) e Jared Leto (Coringa). O filme, que é baseado na equipe de super-vilões que são obrigados pelo governo a participar de missões arriscadas; sendo eles descartáveis, e em troca recebem uma redução em suas penas. Após o evento (que não fui por ser pobre) vazaram na internet em baixíssima qualidade os vídeos filmados do trailer. Me recusei a assisti-los, por maior que fosse a minha curiosidade para dar uma conferida no resultado, e para minha grata surpresa a Warner Bros. em resposta aos vídeos piratas decidiu antecipar o lançamento oficial do trailer na internet e o liberou ontem mesmo em HD. O trailer de Esquadrão Suicida, assim como o de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, tem um pouco mais de 3 minutos de duração,o que é bom por podermos ver mais do que os trailers que geralmente saem com 2 minutos e meio no máximo. O bom é que diferente da Marvel Studios a Warner Bros. consegue nos entregar um trailer sem nos entregar o filme, de modo que após assistirmos ainda não sabemos qual será a trama do filme. Destaque da bela Margot Robbie que está em quase todo o trailer, o que reforça a importância de sua personagem (Harley Quinn/Arlequina) para a trama em questão. E no final temos finalmente o Coringa de Jared Leto, com seus dentes prateados no melhor estilo Marilyn Manson. Por mais que a caracterização do príncipe palhaço do crime de Gotham City tenha me incomodado eu admito que a performance de Leto já me conquistou, fazendo com que eu comprasse a ideia.

Nas palavras de Sue Kroll, CEO de Marketing e Distribuição Internacional da Warner Bros. Pictures:

“A Warner Bros. Pictures e nossa equipe anti-pirataria têm trabalhado incansavelmente nas últimas 48 horas para conter o vídeo de ‘Esquadrão Suicida’ que foi pirateado do Salão H na Comic-Con em San Diego. Temos sido incapaz de atingir esse objetivo. Hoje vamos liberar o vídeo que tem circulado ilegalmente na web, na forma em que foi criado e de alta qualidade com o qual foi concebido para ser apreciado. Nós lamentamos esta decisão, pois a nossa intenção era manter o vídeo como uma experiência única para a multidão de fãs na Comic-Con, mas não podemos continuar a permitir que o filme seja representado pela má qualidade da filmagem pirata roubada de nossa apresentação”.

O trailer com legendas em português você confere abaixo.


O que acharam do trailer? Irado, né não? E essa música de fundo? I Started a Joke tem tudo a ver com o clima passado e, em especial, com uma dupla de personagens. Por mais fã da Marvel que eu seja, eu devo aqui admitir que este filme, talvez até mais do que Batman vs Superman, se torne o melhor filme de herói do ano que vem. Come cuscus com feijão aí Marvel Studios, se não vai ficar pra trás. O mesmo vale pra Fox e seus filmes dos filhos do átomo. Fãs de quadrinhos é quem saem no lucro. Fãs de quadrinhos mesmo e não aqueles trolls/fanboys que só sabem criticar sem argumentos as produções da DC e da Marvel. Com roteiro de Justin Marks (Street Fighter - A Lenda de Chun-Li) e direção de David Ayer (Corações de Ferro), o filme tem estreia no dia 05 de agosto de 2016 nos Estados Unidos. No Brasil, o filme estreia um dia antes, em 04 de agosto de 2016.



Emilia Clarke comenta possível volta de personagem em Game of Thrones

Game of Thrones é uma série épica de fantasia produzida pela HBO e baseada na série literária As Crônicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin. A série é famosa por sua trama política, reviravoltas incríveis e mortes inesperadas. Sei que estou devendo a analise da quinta temporada de Game of Thrones. Eu até já comecei a escrever, tem um bom tempo já, mas o texto tava tão longo que o larguei pela metade pra retomar depois e até o momento não o fiz. Mas não se preocupem que antes da sexta temporada ele sai. E por falar em sexta temporada, o final desta última encerrou com um cliffhanger envolvendo um importante personagem da série. Esta madrugada tava dando um olhada no The Hollywood Reporter e me deparei com uma notícia que pode empolgar os fãs ou terminar de nos deixar ainda mais curiosos pelo que virá a seguir. Gostaria de deixar bem claro que além deste primeiro parágrafo haverá SPOILERS sobre a quinta temporada da série. Se você ainda não assistiu leia por conta e risco. Se você já assistiu vem dar uma conferida no que a musa Emilia Clarke, a atriz que interpreta Danaerys Targarien, falou a respeito daquele personagem que supostamente morreu daquele jeito naquela cena, lembra? É claro que lembra. Pois bem, a notícia era de uma entrevista concedida a MTV sobre o season finale de Game of Thrones. O que foi que ela disse exatamente? Ta morrendo de curiosidade? Então vamos lá.

Diretora de Selma pode dirigir Pantera Negra

Lembra do filme Selma - Uma Luta Pela Igualdade? Isso mesmo, aquele que foi injustiçado pelo Oscar deste ano recebendo apenas duas indicações. O filme que mostra o envolvimento do pastor Marthin Luther King Jr na luta pelos direitos dos negros nos Estados Unidos chegou a ganhar a estatueta na categoria de Melhor Canção Original pela música "Glory", brilhantemente interpretada por John Legend e Common. Pois bem, a diretora de Selma, Ava DuVernay, foi procurada pelo CEO da Marvel Studios, Kevin Feige, que lhe propôs a direção de um filme da Casa das Ideias. O filme em questão é Pantera Negra, filme baseado no super-herói homônimo que foi criado naquele período de lutas por igualdade e é considerado o primeiro super-herói negro dos quadrinhos. Quem confirmou a informação foi o próprio Feige em entrevista ao The Hollywood Reporter. A entrevista era sobre Homem-Formiga, o filme que estreia em julho e que encerra a Fase 2 da Marvel Studios, mas aproveitaram pra fazer outras perguntas referente aos futuros filmes. Quando questionado se gostaria de ter uma mulher dirigindo um dos próximos filmes Feige deu a seguinte resposta.

"Eu penso que isso vai acontecer mais breve do que tarde, não está muito longe. Daí as vezes você olha pra trás e é só a natureza desta indústria, ou a natureza de uma cultura. Mas há uma grande mudança acontecendo. O que é interessante a respeito da Marvel é poder voltar o olhar pra trás e visitar o material de origem: Ele tem sido diversificado de um modo que pudemos voltar aos anos 60, e eu penso que nós temos representado todo esforço e a precisão presente nos filmes que fizemos até o momento, mas com certeza com Pantera Negra e Capitã Marvel isto vai ficar muito mais evidente e de um jeito mais proposital".

Quando questionado sobre a possibilidade de Ava DuVernay dirigir, na Fase 3, o filme do Pantera Negra Feige foi direto.

"Nós com certeza nos encontramos com ela. Nós temos nos encontrado com um número de pessoas para um número de filmes. Ela tem sido um destes [que encontramos]".

Não conhece o personagem? Nos quadrinhos, a primeira aparição do Pantera Negra foi em Fantastic Four #52, em julho de 1966. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, T'Challa é o príncipe de Wakanda, um país fictício do continente africano. Wakanda é um reino que vive isolado do restante do mundo e seus domínios são praticamente intransponíveis. Munidos de uma avançada tecnologia, Wakanda está localizada acima da maior reserva existente do raro metal vibranium, o mais resistente de todos os materiais e do qual foi forjado o escudo do Capitão América. Quando jovem T'Challa vê seu pai ser assassinado e tem o trono usurpado. Educado nos Estados Unidos, T'Challa assumiu o lugar de seu pai como Pantera Negra e conseguiu com a ajuda do Quarteto Fantástico derrotar Ulisses Klaw, o vilão Garra Sônica, e retomar o seu reino. Mais tarde se juntou aos Vingadores, mas já integrou outras equipes como Os Defensores e o Quarteto Fantástico (substituindo Reed Richards) e já foi casado com Ororo Monroe, a Tempestade dos X-Men. Quando criança, como tradição, os futuros reis de Wakanda bebem um chá feito de folhas coração, um planta extremamente venenosa e que só é encontrada em Wakanda. O ritual serve para que o espírito da criança se una ao Deus Pantera. Se sobreviver, a criança adquire os poderes. Entre os suas habilidades, o Pantera Negra tem força, velocidade, agilidade e fator de cura sobre-humanas, além de possuir os sentidos mais aguçados. É incrivelmente inteligente (ele é PhD em física pela Universidade de Oxford), um grande ginasta e acrobata, domina várias artes marciais africanas e é um excelente rastreador. Seu uniforme é todo revestido de vibranium, funcionando como um colete a prova de balas. O vibranium em suas botas absorvem impacto e o som de modo que ele não faz barulho ao se locomover. Possui garras retrateis na ponta dos dedos, além de ter como arma uma adaga. Não bastasse isso tudo o herói ainda é o mais rico dos quadrinhos, segundo a revista Forbes, e coloca as fortunas de Batman, Homem de Ferro e Tio Patinhas no chinelo, afinal estima-se que ele tenha em sua conta bancária cerca de US$500 bilhões de dólares. Daí da pra se ter uma ideia do personagem. Caso queira se aprofundar e conhece-lo melhor leia a HQ Quem é o Pantera Negra?, recentemente publicada n'A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel da Salvat.


Na entrevista Feige ainda falou sobre o futuro do Universo Marvel e sobre as inevitáveis trocas de elenco na franquia que a franquia deve ter no futuro, afinal ninguém pode viver um super-herói pra sempre (como recentemente Hugh Jackman, o Wolverine, entendeu), e falou ainda sobre o vindouro Capitão América: Guerra Civil. Pra ler a entrevista, que é bastante longa, na integra é só clicar aqui. O personagem T'Challa/Pantera Negra será interpretado nos cinemas por Chadwick Boseman e antes de estrelar seu filme solo o herói será introduzido no filme Capitão América: Guerra Civil, onde desempenhará um papel importante. Vale lembrar que esta é a primeira adaptação live-action do Pantera e de ser o primeiro filme da Marvel Studios a ter um protagonista negro. O personagem era um membro recorrente na série animada Os Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra e co-estrelou o longa animado Os Supremos 2: Descubra o Poder da Pantera. Além de Boseman, Pantera Negra tem confirmado Andy Serkis no elenco como o vilão Ulisses Klaw. Não sei vocês, mas eu quero ver o quanto antes este filme. Tomara que Ava DuVernay seja confirmada em breve na direção. Pena que só estreia em 02 de novembro de 2017.



Ben Affleck pode dirigir novo filme do Batman

Ano que vem o homem-morcego retorna as telonas após a bem-sucedida Trilogia do Cavaleiro das Trevas dirigida por Christopher Nolan. O lançamento de O Homem de Aço em 2013 foi o caminho para o início de um Universo Cinematográfico DC, semelhantemente ao que a Marvel Studios tem feito. Após muitas especulações a Warner Bros divulgou a lista de filmes a serem produzidos baseado nos seus super-heróis. Mulher-Maravilha, Aquaman, Flash e Lanterna Verde tiveram suas datas agendadas, além de dois filmes da super-equipe chamada Liga da Justiça. Os fãs foram ao delírio e o segundo filme deste universo compartilhado e que vai apresentar os futuros membros da Liga da Justiça já chega ano que vem. Com direção de Zack Snyder, responsável pela direção de O Homem de Aço e supervisor deste universo compartilhado, é o responsável do aguardado Batman Vs Superman: A Origem da Justiça. É o primeiro filme live-action a contar com o Cavaleiro das Trevas após a já citada trilogia. Após meses de especulação por parte dos fãs, o ator, diretor e roteirista Ben Affleck foi escolhido para ser o interprete do herói. Começou aí o tão famoso mimimi. Ben Affleck, em 2003, interpretou Matt Murdock/Demolidor no criticado filme Demolidor - O Homem Sem Medo. Os "fãs" fizeram até abaixo assinado pra que o ator fosse substituído. O talento de Ben Affleck atrás das câmeras é inegável e ele é um dos melhores diretores da atualidade, mas a frente das câmeras o ator não agrada tanto. Não que ele seja ruim, mas ele tem uns filmes bem ruinzinhos no currículo como Armageddon e o já citado Demolidor - O Homem Sem Medo. Mas quem assistiu Garota Exemplar sabe que se bem dirigido ele fica muito bem em cena. Com o lançamento do tão aguardado trailer pudemos ver Affleck pela primeira vez na pele do herói, com direito a armadura no melhor estilo Frank Miller e até mesmo a frase de efeito. "Tell me, do you bleed? You will". A frase destinada ao Superman fez a nerdaiada toda surtar e como da água pro vinho Affleck passou a ser amado. A frase até virou meme na internet. Se você não o viu o trailer ainda, sabe lá Deus por qual motivo, da uma conferida no player abaixo.



A verdade é que Ben Affleck em um trailer mostrou que não é apenas pelo queixo, mas que tem presença pra ser o Batman e se opor ao Superman no vindouro filme. Mas o que chamou a atenção é que apesar de Batman, ao lado do Superman, ser o mais famoso e o mais querido super-herói da DC Comics não havia na lista divulgada nenhuma produção solo dele. Além de Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça ainda teremos o herói participando de Esquadrão Suicida, Liga da Justiça - Parte I e Liga da Justiça - Parte II. Seria o Batman então deixado apenas como coadjuvante neste universo compartilhado? Ao que parece (ou se supõe parecer) não é bem assim que as coisas serão. O site Latino Review, que não é de tanta credibilidade mas tem se mostrado correto em suas afirmações referente vários filmes do gênero, afirma que a nova aventura solo do Morcego deve chegar aos cinemas em novembro de 2018 e que esse filme, ao que parece, se chamaria The Batman, o mesmo nome de uma série animada recente do herói. Mas o Latino Review não parou aí não. O boato afirma que o próprio Ben Affleck seria o diretor deste filme e que Chris Terrio, com quem Affleck trabalhou no premiado Argo, seria o roteirista.


Seria verdade isso? Bem, isso é algo que não tenho como responder no momento. Mas vale lembrar que o mesmo Latino Review tinha noticiado que Chris Pine, o Capitão James T. Kirk do reboot de Star Trek, seria o novo Hal Jordan/Lanterna Verde e o ator acabou sendo depois apontado pelo Variety como o provável Steve Trevor, o interesse romântico da Mulher-Maravilha no vindouro filme solo da heroína. Tudo rumores. Nada confirmado. A verdade é que cada dia surgem novos boatos e notícias sobre estas produções. Sobre o possível The Batman o que eu tenho a dizer é que Chris Terrio é o roteirista de Batman Vs Superman e também dos dois Liga da Justiça, então faria total sentido ele roteirizar também este filme, se ele realmente existir. Como por enquanto tudo não passa de um boato não vale a pena levar tão a sério. Mas bem que podia ser verdade, né? Não custa sonhar e ficar na torcida. Caso o boato se confirme como sendo verdadeiro nós só teremos a comemorar. Lembrando que em breve ocorrerá a San Diego Comic-Con, o maior evento de cultura nerd do mundo, onde haverá um stand da Warner/DC. Ano passado anunciaram lá os filmes deste universo compartilhado e certamente mais novidades virão este ano. Quem sabe saia alguma noticia relacionada por lá. Só sei que vou ficar no aguardo. O que importa é que dia 24 de março de 2016 estreia Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça e se o filme solo não se confirmar pelo menos ainda teremos o Cavaleiro das Trevas ano que vem nos cinema.




Diretor confirma inicio da produção de Doutor Estranho

Uma boa notícia para os fãs da Marvel, além de Capitão América: Guerra Civil um outro filme a ser produzido pela Casa das Ideias já está para começar as gravações. Trata-se do aguardado Doutor Estranho, filme do mago supremo do Universo Marvel. Este é um filme para o qual estou bastante ansioso. Apesar de ter lido pouca coisa do Doutor Estranho nos quadrinhos, o herói sempre chama a atenção em suas histórias, seja pelo surrealismo das mesmas ou pelos vilões que enfrenta. Nos quadrinhos o Doutor Stephen Strange foi criado em 1963 pela dupla Stan Lee e Steve Ditko. Era um cirurgião arrogante e prepotente que, após perder o uso das mãos em um acidente automobilistico, parte pelo mundo em busca de uma cura. Acaba indo ao Himalaia onde aprende a humildade e encontra a redenção, treinado pelo Ancião, torna-se o mago supremo do universo Marvel. Lembrando ainda que Doutor Estranho é o segundo filme a ser lançado da Fase 3 da Marvel Studios nos cinemas, além de ser o filme que introduz o universo místico nos cinemas. Scott Derrickson, do terror A Entidade, é o responsável pela direção do longa que deve ter uma pegada mais sombria. Pois bem, Derrickson twittou que está a caminho de Londres para o inicio da produção. Mark Millar, autor da famosa saga Guerra Civil, também respondeu ao twitte do diretor em tom de brincadeira e fazendo referência ao Dr. Dolittle, como você pode ver nas imagens logo abaixo.


Em tradução literal diz:

"Partindo agora para Londres para fazer o Doutor Estranho".


"Apenas lembre que ele é o doutor mágico, não o que fala com animais".

Doutor Estranho terá o premiado ator britânico Benedict Cumberbatch, mais conhecido do grande público por interpretar o icônico detetive Sherlock Holmes no seriado Sherlock e por dar voz ao dragão Smaug em dois filmes da trilogia O Hobbit. Recentemente foi indicado ao Oscar de Melhor Ator por sua performance como Alan Turing no filme O Jogo da Imitação. O antagonista do filme será o Barão Mordo, interpretado pelo ator Chiwetel Ejiofor que foi também indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo filme 12 Anos de Escravidão. Tilda Swinton, mais conhecida pelo papel da Feiticeira Branca da franquia As Crônicas de Nárnia, a atriz, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme Conduta de Risco, chama a atenção pelo seu perfil andrógeno e deve, segundo especulações, interpretar o Ancião, mentor de Strange e Mordo nos quadrinhos. O roteirista Jon Spaihts, responsável pela primeira versão do roteiro de Prometheus (o filme que não cumprius), é quem cuida da nova versão do script. Será que teremos os vilões-demônios Coração Negro ou Shuma-Gorath no filme? Creio que não. Mas quem sabe uma pequena referência para introduzi-los em outros filmes. O personagem já foi protagonista de um telefilme nos anos 70, que seria o piloto para uma série de TV nos moldes de O Incrível Hulk e Homem-Aranha, e já teve também um longa-metragem animado (muito bom por sinal) produzido pela Lionsgate em 2007. Pois é, o Universo Cinematográfico da Marvel não para de crescer. Doutor Estranho chega aos cinemas no dia 04 de novembro de 2016.




Escolhido o novo Homem-Aranha!

E a novela finalmente chegou ao fim! A Marvel Studios em parceria com a Sony Pictures finalmente tomou a decisão mais aguardada pelos fãs da Casa das Idéias nos últimos meses, a escalação do ator que interpretará o Homem-Aranha nos novos filmes do personagem integrado ao Universo Cinematográfico Marvel. E tenho a felicidade de poder noticiar que o escolhido foi Tom Holland, que  chamou a atenção mundialmente no drama-catástrofe O Impossível onde atuou ao lado de Naomi Watts e Ewan McGregor. Até bem pouco tempo o favorito para obter o papel era o já badalado Asa Butterfield, que seria também uma boa escolha, mas tenho de confessar que estou bem mais satisfeito com a escolha de Holland por dois motivos. O primeiro é que ele é garoto com talento. Quem viu O Impossível se emocionou com a performance do menino que teve a capacidade de não ser apagado pela atuação de Naomi Watts. A segunda é que, além de jovem, ele parece fisicamente com o personagem das histórias em quadrinhos que eu tanto lia quando criança. Apesar da notícia ser recente já tem gente criticando a escolha de Holland usando o argumento que Charlie Plummer, o outro ator que estava na disputa pelo papel, é mais bonito e que Holland tem um sinal no queixo. Felizmente a Marvel/Sony se preocupou com outros atributos além da beleza como a capacidade de atuação e a desenvoltura do ator nas cenas. Recentemente o ator publicou três vídeos no seu Instagram onde ele aparece treinando alguns saltos. Os vídeos podem ser vistos clicando aqui, aqui e aqui. Não sei vocês, mas eu já vejo ele como Peter Parker. Olha só a cara de nerd desse moleque. Fiquei mais do que satisfeito com a escolha do ator. 

William Friedkin Vs. Alguns Fanboys Mimizentos

Ao longo de sua existência, desde a primeira exibição dos curtas dos irmãos Lumiérè na França, o cinema mundial seguiu tendencias, sempre se reinventando e seguindo novas e antigas fórmulas, Noir, Nouvelle Vague, thrillers de espionagem, filmes de monstro, etc, etc e etc. Sempre que há um boom de alguma tendência, todos correm para produzir algo pelo menos nos mesmos moldes. Dez anos atrás quantos filmes em 3D eram lançados nos cinemas? Eram pouquíssimas as produções e as que tinham eram do porte de Pequenos Espiões 3D: Game Over e o igualmente caricato As Aventuras de Sharkboy e Lava-Girl 3D. Sim, naquele os filmes tinham de ter 3D em seu título. Mas o 3D é algo antigo e não recente como muitos pensam. Filmes das franquias Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo e Tubarão já tiveram lançamentos no formato. Entretanto a primeira produção no formato 3D é ainda mais antiga, pois foi o filme estadunidense The Power of Love de 1922. Com Avatar, em 2009, o formato virou praticamente padrão em Hollywood e desde então os principais blockbuster são lançados em 3D. Atualmente no mercado externo o formato tem cada vez mais perdido adeptos, apesar de em alguns mercados específicos - como o Brasil, por exemplo - ainda há uma grande busca pelo mesmo. Fiz este "arrudeio" todo para demonstrar que a industria cinematográfica tende a seguir as tendências. Não sei se fui claro o suficiente. O que atrai o público em determinado período é produzido em massa até que haja uma saturação. Quando esta saturação ocorre há uma estagnação seguida de uma queda constante até que se alcance o nível mais baixo possível até sair do mercado. Esta estagnação pode ser sazonal ou não. Em algum momento os filmes em 3D vão deixar de ser produzidos até que haja um novo levante de adeptos e novas produções surjam ressuscitando o formato. Por enquanto ele ainda não chegou ao nível de estagnação, mas vai chegar lá um dia. Porém quero deixar claro ao fim deste parágrafo, mais precisamente ainda ao final desta frase, que este artigo não é sobre o formato 3D e sua eventual saturação mercadológica e sim sobre uma outra coisa.

Então pra quê diabos enrolar tanto? Calma que eu já vou chegar ao ponto que interessa. Escrevo este artigo porque atualmente o grande hype que existe é em torno de filmes adaptados de histórias em quadrinhos, mais especificamente em quadrinhos de super-heróis. Este ano já tivemos Vingadores: Era de Ultron e nos próximos meses teremos ainda Homem-Formiga e Quarteto Fantástico. Se este ano três dos principais lançamentos são adaptações de super-heróis, o ano que vem promete ser ainda maior pois teremos os filmes Deadpool, Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, Capitão América: Guerra Civil, X-Men: Apocalypse, Gambit, Dr. Estranho e Esquadrão Suicida. Ou seja, Marvel Studios/Disney, Fox e Warner Bros. investindo pesado. O mercado cinematográfico tem cada vez mais explorado o universo dos quadrinhos em suas produções. Todo estúdio quer ao máximo explorar os heróis que tiverem os direitos de adaptação. E não é só nas telonas, mas nas telinhas também, afinal temos vários seriados como Demolidor, Arrow, The Flash, Constantine (foi cancelado este ano, mas até bem pouco tempo tava sendo exibido), Agents of S.H.I.E.L.D., Agent Carter, GothamSupergirl e várias outras que estão sendo desenvolvidas atualmente (AKA Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro, Os Defensores, Legends of Tomorrow e Preacher) . Ou seja, os super-heróis estão dominando o mercado em todos os setores que são possíveis. A futura saturação é inevitável, ainda assim estúdios tem filmes programados até para 2020. Será que o hype dura até lá? Esta é uma questão que somente o tempo dirá. Contudo, muitas pessoas já saturaram e se quer suportam ver mais filmes de super-heróis lotando salas de cinema no mundo todo. É o caso da pessoa que me inspirou a escrever este artigo que você tão pacientemente está lendo agora, meu caro leitor. E o seu nome é William Friedkin.

Friedkin é um oscarizado cineasta norte-americano que fez muito sucesso nos anos 70 com os filmes Operação França, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Diretor, e O Exorcista, clássico do terror pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor. Friedkin também levou dois Globo de Ouro de Melhor Diretor por estes mesmo dois filmes, o primeiro em 1971 e o segundo em 1973. Além destes, Friedkin também é conhecido por dirigir o remake (para televisão) do clássico 12 Homens e Uma Sentença. Seu trabalho mais recente foi um filme de 2011 que dividiu a opinião da crítica, o thriller de ação Killer Joe - Matador de Aluguel com Mathew McConaughey. Pois bem, em recente entrevista concedida ao britânico The Telegraph o cultuado diretor afirmou que os filmes de super-herói estão estragando o cinema e que atualmente os únicos bons trabalhos para diretores estão na TV a cabo e nos canais de streaming em produções como True Detective (da HBO) e House of Cards (da Netflix). Em sua crítica ao mercado atual o diretor disse que "os filmes costumavam ter sua raiz na gravidade. Eram sobre pessoas reais fazendo coisas reais. Hoje o cinema na América é todo sobre Batman, Super-Homem, Homem de Ferro, Vingadores, Jogos Vorazes: tudo o tipo de coisa que eu não tenho interesse algum em ver. (...) Eu não tenho interesse em fazer filmes só pelo pagamento, eu tenho que amar o filme, a história, os personagens. Existem quatro sequências de O Exorcista e eu não vi nenhuma delas, nem quero ou pretendo fazer". Quem se interessar de ler o artigo original do The Telegraph (em inglês) é só clicar aqui.

Como era de se esperar os fãs mais mimizentos da internet se deram ao trabalho de expor suas opiniões limitando-se a criticar o trabalho do diretor e o próprio pelo simples fato de ele não ter a mesma opinião que eles. O problema não é expor a opinião, afinal a liberdade de expressão é um direito humano básico a qual, pelo menos em tese, todos temos direito. Mas daí a abrir suas bocas - ou usar os dedos, já que a maioria desses fanboys preferem expor seus "argumentos" embasados apenas em suas opiniões próprias em diversos fóruns na internet - para dizer que Friedkin é um "velho gagá sem talento" e que "só fez sucesso antigamente" é muita besteira para meus ouvidos - e olhos - suportarem. William Friedkin  tem uma grande importância para a indústria e seus filmes, principalmente O Exorcista, são marcos da produção audiovisual. Quantos filmes de terror foram indicados ao Oscar de Melhor Filme? Apenas um. Adivinha quem o dirigiu. Isso mesmo. Friedkin está acima dessas críticas bobas e sem fundamento. A opinião dele sobre a situação atual da industria cinematográfica é válida e em nada diminui o seu talento. Ele não é o único a estar cansado de filmes do gênero super-herói. E, como argumentei alguns parágrafos acima, a tendência é que um dia estes filmes cheguem a um estado de estagnação até a consequente queda e diminuição/encerramento destas produções. Não digo aqui que concordo com o diretor, afinal basta ler algumas postagens aqui no blog para ver o quanto sou fã de quadrinhos, mas entendo a posição dele e a respeito. Infelizmente a divergência de opiniões ainda é um tabu e uma discussão sobre algo tão simples quanto um gênero de filme acaba se tornando na internet algo maior do que realmente é. Finalizo esta postagem com uma citação de Voltaire, onde o filósofo diz o seguinte: Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo.




Starz oficializa produção de Deuses Americanos

Uma boa notícia para os fãs do escritor britânico Neil Gaiman. Não bastasse a adaptação de Sandman para o cinema pela Warner Bros, uma outra cultuadas obra do autor vai chegar a TV adaptada como seriado. Trata-se de American Gods, que adaptará o livro homônimo lançado em 2001 e que deve chegar as telas ano que vem. A notícia foi divulgada pelo canal fechado norte-americano Starz, o mesmo canal de Spartacus, Black Sails e do vindouro Ash Vs Evil Dead. Gaiman vai produzir a série e deve escrever alguns episódios para a série que tem contrato para o desenvolvimento de uma temporada completa. Alguns anos atrás, lá por 2011, o canal HBO, de The Sopranos, Game of Thrones e True Detective, estava em negociações para a produção de uma série com seis temporadas de 10 episódios cada e com orçamento entre 35 e 50 milhões de dólares, mas as negociações não seguiram e o projeto foi cancelado. Parecia o fim da história. Agora finalmente teremos a oportunidade de acompanhar a saga de Shadow. Deuses Americanos é o meu livro favorito de Neil Gaiman e a produção desta série me deixou confiante de que vem coisa boa pela frente e um livro desse não pode ser mutilado para o cinema, como vemos em tantas adaptações, e a TV é com certeza a sua mídia ideal para adaptação. Principalmente com a crescente qualidade de produções do gênero.

Recapitulando a franquia Jurassic Park

Que ano fantástico está sendo 2015! Sem dúvidas o ano da volta das grandes franquias do cinema. Mês passado tivemos nos cinemas o lançamento de Mad Max: Estrada da Fúria, o quarto filme da saga de Max Rokatansky naquele mundo devastado por uma guerra nuclear e a necessidade de se manter em movimento para sobreviver. Em dezembro teremos a estreia do filme mais aguardado do ano, quem sabe até da década. É claro que me refiro a Star Wars VII: O Despertar da Força. Filme que vai lançar uma nova trilogia (a terceira da saga) e ainda vai contar com os atores do elenco original em seus icônicos papéis. Mês que vem ainda teremos O Exterminador do Futuro: Gênesis. Mas outro filme de uma franquia passada está chegando esta semana aos cinemas de todo o país. Copos de água tremerão ante o peso dos gigantes dinossauros em Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, quarto filme da franquia Jurassic Park. Novamente produzido por Steven Spielberg, que dirigiu os dois primeiros filmes, e com trilha de John Williams (que também é o responsável pela trilha de Star Wars), este é um dos filmes mais aguardados (por mim) para este ano. Para quem não se lembra, vamos recapitular a franquia. 

Remake não! Ou será que é válido?

Atualmente um tema que vem gerando polêmica entre os fãs de cinema são os remakes. Muitas vezes tidos como desnecessários por parte do público, principalmente entre aqueles que acham o filme original bom o suficiente para necessitar de uma nova versão. É inegável a tendência hollywoodiana de fazer remakes e reboots de diversos filmes e franquias de filmes. O argumento dos estúdios é apresentar as histórias já consagradas para um novo público. Sinceramente, não acredito que seja um argumento muito válido. Eu quando quiser apresentar De Volta Para o Futuro ou Os Goonies para o meu filho vou faze-lo usando o bom e velho DVD. Mas, afinal, é válido ou não refilmar uma história já consagrada? Recentemente foi lançado nos cinemas o remake de Poltergeist - O Fenômeno, filme cult de terror oitentista com uma legião de fãs. Ainda não vi o remake e também não sei se o verei, mas é provável que não o faça no cinema. Ainda esta semana saiu o trailer de Caçadores de Emoção, remake do filme de ação dos anos 90 com Keanu Reeves e Patrick Swayze. Foi notícia anteontem que o remake de It - Uma obra-prima do medo, baseado no livro A Coisa de Stephen King, perdeu o seu diretor, mas é bem provável que ainda assim o projeto siga adiante e o filme saia do papel. Estes são apenas alguns exemplos recentes de produções que se tratam de refilmagens. Parece que a criatividade em Hollywood está acabando. Já imaginou se lhe tivessem apresentado um remake de Tempos ModernosLuzes da Cidade ou O Grande Ditador dos filmes de Charles Chaplin? Não seria algo muito legal, né? Fui um tanto radical neste exemplo, eu admito, mas então por que seria válido com outros filmes? Mas também não vamos generalizar, existem remakes muito bons e em alguns casos até melhores que original, mas no geral acabam por macular o legado de tais obras. 
  

Vingadores: Era de Ultron (2015)

Quando foi iniciado em 2008, com o filme Homem de Ferro, o Universo Cinematográfico Marvel prometia realizar um sonho de infância de muito marmanjo, que era ver na tela os seus super-heróis favoritos juntos. A cena pós-créditos, antológica por si só, com Nick Fury, interpretado por Samuel L. Jackson, dizendo ao Tony Stark de Robert Downey Jr que queria falar sobre a Iniciativa Vingadores foi algo espetacular! Infelizmente eu não tinha a cultura de ficar pra ver todos os créditos e sai do cinema antes e por este motivo só vi a cena em DVD. Nunca mais cometi o mesmo erro em filmes da Marvel Studios. Eis que em 2012 foi lançado nos cinemas Os Vingadores, o filme que reunia Os Maiores Heróis da Terra pela primeira vez. O filme estava longe de ser perfeito, mas foi uma das melhores produções já feitas baseadas em personagens de HQ. Como a cena durante os créditos nos mostrava, haveria uma continuação. Todos esperavam por Thanos como vilão do segundo filme da super-equipe da Marvel. Foi quando anunciaram que o filme seria baseado no arco de história em quadrinhos chamado Era de Ultron, que é o subtítulo deste segundo filme. Valeu a pena esperar três anos por este filme? Não tenha dúvidas quanto a isso! 

Na trama novamente dirigida por Joss Whedon e que da continuidade aos eventos mostrados no final de Capitão América: Soldado Invernal, os Vingadores vão atrás do Barão Von Strucker na base secreta da HIDRA para recuperar o cetro de Loki, utilizado para dar poderes aos gêmeos Pietro e Wanda Maximoff, (Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen). Em meio a isso Tony Stark encontra a peça que faltava para seu Programa Ultron, uma inteligência artificial. Ultron seria a ferramenta que traria o fim das guerras e conflitos trazendo a pacificação do planeta e o descanso merecido pros Vingadores. Mas como inteligências artificiais são instáveis e evoluem sem controle. E Ultron toma a forma de um robô autocosciente que está disposto a aniquilar a vida na Terra para garantir a paz. E não se se incomoda de utilizar os gêmeos em seus planos para exterminar os Vingadores. 

 
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